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Pedro Garcia explana sobre momento econômico

 

O vereador Pedro Garcia PMDB, usou a Tribuna, na Palavra Livre, durante a sessão de terça-feira (27/10), para se manifestar sobre o momento econômico que passa o município e a administração, bem como as incertezas acerca do futuro.

Lembrou das contas que a atual gestão vem pagando e explicou que em 2010 foi pago R$ 11,7 milhões e em 2011, R$ 7, 5 milhões em operações de crédito e da dívida do Fundo de Previdência. Comentou que realizou pesquisa e, a atual administração quitou em 2013 R$ 17,2 milhões. Já em 2014 foi pago R$ 11,6 milhões e em 2015 deverá ser quitado R$ 15 milhões em operações de crédito e da dívida do Fundo de Previdência. Esse aumento ocorreu, pois o executivo está pagando parte dos R$ 15 milhões contraídos junto ao Badesc no ano de 2010 e R$ 14 milhões contraídos da agência de fomento de santa Catarina (Badesc) em 2011, além de iniciar o pagamento dos R$ 74 milhões do Fundo de Previdência, divididos em 420 parcelas de R$ 176 mil por mês que dá aproximadamente R$ 2,2 milhões por ano. Garcia falou ainda dos precatórios (causas trabalhista, honorários e desapropriações) que em 2013 pagou R$ 1,8 milhão, em 2014 R$ 1,1 milhão e em 2015 R$ 4,3 milhões. “Ainda nessa conta, já está previsto R$ 4,4 milhões para 2016”, informou Pedro.

O líder de governo também disse que últimos dias tem-se ouvido muitos pronunciamentos, entrevistas relacionados ao momento econômico que vive o município e incertezas por todos os lados.  “No setor público é sentida a queda tanto na arrecadação como nos repasses do Estado e do Governo Federal, o que tem levado as prefeituras a tomarem medidas impopulares na contenção dos gastos na tentativa de fechar o ano com as contas equilibradas”, salientou.

Segundo o legislador, nesse momento é importante muita leitura e acompanhar os noticiários, para entendermos esse momento enfrentado em todas os setores públicos e privados. Inclusive mostrar para a população a atual situação. É preciso gastar só o necessário e investir só em que é prioridade até retomar o crescimento”.

De acordo com Pedro Garcia no setor público a contenção de gastos, no setor econômico, as empresas já não sabem o dia de amanhã, os empregados ficam inseguros e se aumentar o desemprego diminui arrecadação. “Aí vem a eficiência, o gestor público capaz para atender aos desafios impostos pelo atual quadro econômico, sem criar impostos, mas aumentar a eficiência da gestão pública. Mesmo sabendo que, a política é refém do coração, precisa ter coragem para mudar agora ou ser mudado no futuro”, ressaltou.

Ele enfatizou que são momentos difíceis e de muita tristeza quando funcionário perdem o emprego, mas a crise não nasceu no município ela vem de decisões equivocadas na esfera Federal. “Não podemos nos deixar abater pela crise. É momento de muita reflexão, não tanto pelas mudanças, mas quem sabe para construir um novo modelo de Administração Pública, mais humano e eficiente, mostrando o que é certo e o que é errado”, comentou.

O vereador Jair Pedri pontou que o líder de governo ressaltou os sacrifícios que os governos e os partidos precisam fazer pelos municípios, questionou o porquê a secretária não ficou na pasta do Social e na Saúde não se manteve um funcionário efetivo no cargo. “O senhor fala das contas que o prefeito Dieter está pagando, mas não comentou das que ele está contraindo?”, questionou Pedri. Pedro Garcia informou que trará estas informações também para o conhecimento de todos os vereadores.