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VEREADORES DISCUTEM QUESTÃO DO ESPORTE COM PRESIDENTE DA FME

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O presidente da Fundação Municipal de Esportes (FME), Márcio Feltrin, tentou responder aos vereadores na sessão da Câmara de Jaraguá do Sul da última terça-feira (27), algumas dúvidas a respeito de projetos polêmicos de sua pasta – o repasse (ou melhor, a falta) de verbas ao Juventus, a manutenção das áreas de lazer e a possível demolição do ginásio de esportes Arthur Muller -, bem como teve a oportunidade de apresentar um quadro sobre a fundação e ouvir sugestões.
Segundo Feltrin, a maior parte do orçamento da autarquia cobre despesas como aluguéis e pagamento de professores, mas há incentivo a novas modalidades esportivas, que vão da ginástica rítmica até o judô, que será implantado em breve com o apoio de um empresário local. Segundo o presidente, esportes como vôlei, handebol e basquete têm maior destaque.
Repasse ao Juventus
O vereador Jaime Negherbon (PMDB) questionou do porquê do repasse de verbas para o time do Juventus não ser encaminhado à Câmara. Feltrin respondeu dizendo que o clube não pode retirar uma certidão negativa. Ou seja, possui dívidas com o Poder Público e isso implica na proibição de repasse de verbas públicas.
O líder de governo, vereador Ademar Possamai (DEM), comentou que poderia ser encontrada uma solução para o impasse nos moldes da Associação dos Amigos do Esporte Amador ou Amigos do Futsal, que repassa verbas para o time da Malwee.
A presidente da Câmara, vereadora Natália Lucia Petry (PSB), aproveitou a oportunidade e resgatou um detalhe sobre a história da associação. Ela disse que o estatuto da entidade prevê a ajuda para todas as categorias amadoras de todos os esportes e não apenas para o futsal, que é contemplado. “A categoria amadora do Juventus poderia ser contemplada pelas verbas repassadas à associação”, ilustrou.

[b]As áreas de lazer[/b]

O vereador Justino da Luz (PT) elogiou a atenção dada às indicações enviadas pela Câmara para a limpeza das áreas de lazer da cidade. Feltrin comentou que há certa dificuldade para executar o serviço, mas que a autarquia atende a demanda como pode.
Ele explicou que houve uma reunião com os presidentes de associações de bairro. A eles foi explicado que existe somente uma equipe de limpeza terceirizada e que o mato cresce de maneira muito rápida e isso impede que haja uma eficiência maior no serviço. Nesta reunião, Feltrin pediu que os moradores cuidassem do parque.
O líder de governo comentou que as associações de moradores não podem ser responsáveis pela limpeza. “Eles até se disponibilizam para limpar uma ou duas vezes, mas depois perdem o interesse”, enfatizou. Ele disse que há a necessidade de se mobilizar a população para cuidar mais da sua comunidade ou mesmo da sua própria calçada. “Antigamente, tínhamos uma imagem mais limpa de Jaraguá. Hoje, as pessoas não têm preocupação com a limpeza”, lamentou.
Possamai comentou que ouviu um técnico da Fundação Jaraguaense do Meio Ambiente (Fujama) comentar sobre a possibilidade da volta da capina química, proibida por um projeto de autoria do ex-vereador e ex-secretário Ronaldo Raulino (PDT). Feltrin comentou que há a possibilidade da volta da capina com produtos químicos. “A prefeita pediu e os técnicos do Fujama encontraram um produto no mercado que não agride tanto o meio ambiente”, explicou.
Jaime comentou que algumas áreas de lazer estão com a estrutura danificada. Segundo ele, a comunidade reclama que as telas e portas dos campos de futebol enferrujam e acabam fazendo com que cachorros entrem no local. O presidente afirmou que há vândalos que arrancam as grades e as portas das estruturas e isso faz com que os animais tenham acesso ao campo.
O vereador Amarildo Sarti (PV) explicou que há a necessidade do envolvimento das empresas da cidade na manutenção das áreas de lazer. Ele perguntou ao presidente da autarquia se havia alguma medida nesse sentido. Feltrin comentou que não houve nenhuma ideia neste sentido, mas que poderia ser adotada futuramente pelo Executivo. Amarildo se ofereceu para ajudar no fomento da lei.

[b]Encaminhamentos de um ex-presidente[/b]

Márcio Feltrin informou que há alguns pedidos encaminhados à União para contemplar projetos do município. Segundo ele, projetos como o da piscina olímpica, o novo ginásio para a prática de handebol e de vôlei e para a reforma da pista de atletismo foram protocolados no Governo Federal e foram encaminhados ao senador Raimundo Colombo (DEM/SC), mas o Ministério do Esporte não deu nenhum retorno para a fundação.
Presidente da FME durante a administração de Moacir Bertoldi, o vereador Jean Carlo Leutprecht (PCdoB) voltou a lamentar a falta de acompanhamento de projetos encaminhados ao Governo Federal pela Prefeitura. “Não sei se cabe à Prefeitura ou à Fundação de Esportes acompanhar o trâmite dos projetos, mas vocês têm de enviar pessoas para Brasília para ver de perto e conversar com o pessoal do governo”, disse.
Segundo Jean, a falta de acompanhamento se torna pior pela falta de representatividade que Jaraguá do Sul tem na esfera federal. “Para esses projetos seguirem em frente, é necessária uma força política neste sentido. A pressão política é importante para conseguir verbas para nossa cidade”, comentou.
Em recente viagem a Brasília, ele verificou a situação dos projetos do município. Ele explicou ao atual presidente que o projeto da piscina olímpica foi rejeitado e agora está arquivado. Mencionou que o projeto referente a pista de atletismo já foi arquivado e que o do ginásio para a prática de vôlei e handebol está em análise. “A Prefeitura tem de se inteirar mais das questões para não perder as verbas federais”, exclamou Jean.
Informou que se reuniu com o secretário nacional de Esportes de Alto Rendimento, Ricardo Leyper Gonçalves, e deliberou sobre a possibilidade de Jaraguá do Sul se tornar a cidade olímpica do tiro, já que tradição neste tipo de modalidade esportiva, além de aqui residir um dos atletas da elite do esporte no Brasil, o atirador Samuel Lopes.
Segundo Jean, a conversa com Gonçalves foi estendida à destinação de recursos para a troca das placas sintéticas da pista de atletismo do Centro Municipal Esportivo Murillo Barreto, localizado no bairro Tifa Martins. O material usado nas novas placas será o mesmo do padrão estabelecido pela Federação Nacional de Atletismo. O vereador explicou que estará disponível para conversar sobre essas questões com o Executivo.
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A demolição do Ginásio Arthur Muller[/b]

Jean voltou a lamentar o projeto de demolição do ginásio Arthur Müller para dar lugar a um terminal central de ônibus. Segundo ele, a decisão de demolir o ginásio foi um devaneio, pois não foram feitos estudos de viabilidade para a construção e muito menos um projeto para o novo terminal urbano. O vereador defende o ginásio como uma importante estrutura para o esporte amador do município. Para ele, também há a dificuldade de encontrar locais ideais para a prática de esportes no município. Jean também criticou a falta de posicionamento do presidente da fundação, pois, segundo ele, os técnicos da autarquia eram contra a decisão.
Feltrin explicou que sua posição quanto à demolição do Arthur Muller estará alinhada com qualquer decisão tomada pela prefeita Cecília Konell (DEM). “Qualquer decisão tomada por ela será a minha. Não vou confrontar sua autoridade”, resigna-se. A decisão, segundo Feltrin, é exclusiva do setor de Planejamento, que irá trabalhar em cima do levantamento e do projeto e do gabinete de Cecília.
Jean continuou sua explanação defendendo que não há necessidade de se demolir o ginásio. A proposta de substituição do Arthur Muller por três novos ginásios deveria ser revista. “Antes de demolir o ginásio, deveriam construir os três novos. É um grande investimento para construir, mas para demolir precisa somente de um maquinário”, frisou. Ele comentou ainda que o espaço ao lado do atual terminal está pronto para a construção. “Se for pequeno é só pegar mais um terreno e construir”, protestou.
Feltrin disse que o orçamento para a reforma do Arthur Muller está sendo feita pelo setor de Planejamento. Mas Jean comentou que já estão liberados R$ 50 mil para a reforma do piso. “Com uns R$ 250 mil é possível deixar o ginásio em plenas condições de uso. Eu tenho certeza que essa Casa de Leis não vai se importar de aprovar os recursos necessários para isso”. Recentemente, Jean lembrou de uma tragédia ocorrida em março, em uma cidade do Paraná, quando um jogador de futsal morreu horas depois de cair na quadra e ter um pedaço de madeira enterrado na perna.
A vereadora Natália abordou o fato de o Arthur Muller ser um patrimônio esportivo, histórico e cultural da cidade. Ela ainda comentou que seu filho treina no prédio, mas que há sempre o risco oferecido pelo piso danificado da estrutura. “Não é porque é o meu filho, mas toda a comunidade tem essa opinião”, frisou a presidente da Câmara.