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MAIS POLÊMICA EM TORNO DA ETE 4

O presidente da Câmara de Jaraguá do Sul, vereador Jean Leutprecht (PC do B), se comprometeu em marcar uma reunião no início da semana que vem, na própria Câmara, entre os vereadores, o diretor do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Nelson Klitzke, e um grupo de quatro moradores do bairro São Luís, para que possa ser apresentado com mais detalhes técnicos o projeto da construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE-4), projetada para ser erguida ao lado do Parque Malwee.
Jean considera que esta é a forma mais racional e tranquila de expor o projeto, já que o assunto foi alvo de discussão acalorada na reunião promovida pelas associações de moradores dos bairros São Luís e Tifa Martins, na noite de quarta-feira, na Igreja São Luís Gonzaga.
Os mais de cem moradores da região presentes mostraram total insatisfação com a obra, apesar de o diretor do Samae ter garantido que não vai recuar e ter dado garantia que a tecnologia mais avançada a ser usada naquele local não acarretará problemas de mau cheiro, como os verificados na estação construída no bairro Ilha da Figueira, e que devem levar 90 dias para serem solucionados.
O diretor do Samae deixou a reunião no bairro acusando os moradores de tê-lo insultado. “Não insultei, apenas perguntei se ele queria uma estação de esgoto na porta da casa dele”, disse um morador.
A decisão de a Câmara intermediar este contato e promover a reunião foi anunciada na sessão desta quinta-feira (26 de março), logo após o vereador Ademar Winter (PSDB) ter criticado a postura do colega Jaime Negherbon (PMDB), que depois de ter votado a favor da compra do terreno para a ETE 4, aprovada em abril de 2006, agora ter dito que se a comunidade não aceita, deve ser procurada uma nova solução.
Tanto o vereador Winter quanto o vereador José Osorio de Avila (DEM), o Zé da Farmácia, entenderam que o presidente do Samae teria sido desrespeitado por ter sido convidado para a reunião e ser contestado ao dizer que não vai recuar com o projeto, que já teve prazos e licenças vencidas, por ter ficado dois anos parado.
“Errar é humano”, ponderou o vereador Jaime, ao assumir que votou sim a favor da compra do terreno, mas que está arrependido, pois a comunidade não foi ouvida e, por isso, entende que podem ser encontradas alternativas, pois a obra ainda nem começou. “Se o povo não quer, vamos mudar”, apelou, acrescentando que vai defender a posição da comunidade até o último momento. Jaime chegou a dizer que o ex-prefeito Moacir Bertoldi disse a ele que a obra não sairia mais naquele local.
O vereador Justino da Luz (PT) sugeriu que a Câmara formasse uma comissão para estudar a viabilidade do projeto, por também entender que a participação da comunidade é legítima e ela precisa ser ouvida, mas achou coerente a sugestão do presidente Jean, de promover uma reunião, onde também a promotoria deve se fazer presente.
Para o vereador Zé da Farmácia, todo este debate é nulo. Ele diz que os vereadores não podem alimentar a esperança da comunidade, pois o projeto será executado e não tem volta.

Jornalista responsável: Rosana Ritta – Registro profissional: SC 491/JP