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Celesc anuncia R$ 5,5 milhões para 2012

engenheiro Pablo Carena - CELESC

engenheiro Pablo Carena - CELESC

Os investimentos da Celesc previstos para Jaraguá do Sul foram apresentados por representantes da estatal na sessão da Câmara de Vereadores desta quinta-feira, 28. O convite feito pelo vereador Francisco Alves foi dirigido ao presidente da autarquia, Antonio Marcos Gavazzoni. Entretanto ele não compareceu, enviando representantes, entre os quais o gerente regional da Celesc, Luiz Melro, também se fez presente.

A apresentação foi feita pelo engenheiro Pablo Carena, assistente do diretor de Distribuição, que anunciou uma previsão de investimentos para este ano da ordem de R$ 5,5 milhões nas redes de média e baixa tensão. Os recursos são aplicados, por exemplo, na ampliação da rede e substituição de cabos, condutores e alimentadores.

Segundo ele, também serão feitos investimentos na rede de alta tensão, com a substituição de três transformadores e instalação de bancos de capacitores. E, no horizonte até 2015, outros investimentos estão previstos. “Respeitando o crescimento do mercado, estes investimentos certamente são suficientes para garantir os níveis de qualidade adequados”, comentou.

Carena destacou o Projeto de Automação da Distribuição, em andamento, que permite às redes de média tensão serem controladas remotamente, através de um centro, como já funciona com a alta tensão. “A ideia é ter mais confiabilidade no sistema elétrico”, disse.

O vereador Francisco Alves questionou sobre os investimentos na área agrícola. Segundo o engenheiro, as redes monofásicas deveriam ser substituídas por trifásicas, mas segundo a Aneel o investimento precisa ter participação financeira do consumidor, o que inviabiliza a modernização. Carena informou que a Celesc deve ter dentro de 60 dias resposta a busca de recursos para que possa ter seu próprio programa para a área rural.

Jaime Negherbon também indagou sobre as regiões interioranas, onde a rede de energia elétrica nem sempre acompanha a via pública. Conforme o gerente regional, muitos das redes são anteriores à implantação das ruas e o TCE (Tribunal de Contas do Estado) desautoriza os investimentos se não há aumento de consumo no local.

Questionado pela vereadora Natália Lúcia Petry, Luiz Melro deu um panorama dos serviços na cidade que, segundo ele, apontam sobrecarga em dois transformadores, causando quedas de energia. Porém, disse que a Celesc nunca dispôs da estrutura que conta atualmente e que isto tem possibilitado uma melhor condição para execução dos trabalhos.

Ademar Possamai apontou os problemas advindos dos contratos com a Celesc para a rede hoteleira. Segundo ele, os contratos ‘amarram’ os empreendimentos, uma vez que os valores são fixos, enquanto o consumo depende da demanda (hospedagem). “Deveria ter uma forma de regular pelo consumo real”, sugeriu.