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Via receberá nome de Guilherme Menegotti

O vereador Jair Pedri (PSDB) defendeu na sessão ordinária de terça-feira (29/09) projeto de lei de sua autoria e do vereador Eugênio Juraszek, que denomina a via 1361, de Guilherme Menegotti. O parlamentar fez breve relato sobre o histórico do homenageado.
Pedri contou que “Guilherme Menegotti, nascido em 07 de Dezembro de 1918, filho de Josephi Menegotti e Maria Lessmann Menegotti, Iniciou sua carreira trabalhando como ferreiro, com seu irmão Ervino Menegotti, que possuía uma ferraria e fabricação de carroças, foices e enxadas. Em 21 de Setembro de 1946, casou-se com Erica Modrock, cujo pai era proprietário de uma indústria de chapéu de palha, e foi trabalhar com o sogro como vendedor, na época se dizia cacheiro viajante. Foi um dos loteadores de imóveis que hoje fazem parte do bairro Nova Brasília”.
Sobre as raízes de Guilherme, comentou que o pai tenha descendência italiana e a mãe, alemã, como a grande maioria dos imigrantes, que fugiram das dificuldades decorrentes da 1ª Guerra Mundial, a fome, a falta de terra fértil, de trabalho, e vieram para a América em busca de melhores condições de vida. “Mas nem sempre as esperanças se concretizaram. As histórias dos imigrantes italianos e alemães perpassa a história do Brasil, das cidades brasileiras, que por eles foram construídas. Para cá trouxeram sua história, seus costumes, religião, pensamentos e crenças”, salientou Pedri.
Guilherme Menegotti, filho mais novo de Josephi Menegotti, um homem de muita fé e afetividade aos filhos e netos. Tocador de bandoneón, curador pelas orações, e como todo velho sábio, contava histórias que o tempo perdeu, e as lembranças por serem dolorosas, eram pouco reveladas.
Ainda sobre o histórico do homenageado, Jair Pedri relembra que foi criado pelo seu pai, se esquivava de respostas concretas e objetivas quando perguntado sobre sua infância. Tinha sua irmã mais velha Matilde Menegotti como uma segunda mãe, mas devido seu pai não se casar, achou melhor encaminhar a adolescente aos cuidados das tias, devido à cultura da época. Guilherme foi criado pelo pai viúvo, com o apoio de seu irmão Ervino Menegotti. Sendo assim, a cumplicidade e o protecionismo criados na solidão, dor e amor entre pai e filhos, que fez o Josephi não se casar novamente e se dedicar a criação dos filhos.
“Na vida adulta, Guilherme gostava da vida social e comunitária, integrando por um longo período o Coral da Igreja Luterana. Foi membro ativo, atuando na diretoria, em variadas funções da extinta Sociedade de Atiradores Progresso, que promovia a competição de tiro ao alvo e os famosos bailes, de Rei, e de festas como a Páscoa e Ano Novo.  A festa da Comunidade Evangélica, e os bailes da Sociedade, faziam parte do calendário social da família”, recordou.
Pai de 4 filhos, Ademar, Ivone, Roseli e Gérson, seu objetivo de vida estava voltado para o bem estar da família.  “Dar o melhor. Bom estudo para os filhos, para ter uma vida mais fácil – valores e preceitos morais e éticos, onde a maior lição de vida era ter orgulho de si. Um menino de pé descalço, que acreditou em si, na história, desenvolveu sabedoria de vida, ajudando na construção e desenvolvimento da cidade. Comprou uma extensão de terra para plantio e criação de animais, o que permitiu a abertura e extensão das atuais Ruas Joao Planischeck e José Emmendoerfer, onde morou até o final de sua vida. Guilherme Menegotti faleceu no dia 23 de Junho de 1999. “Pelo que representa para a cidade, pela força do seu trabalho e dedicação à família, é que se justifica esta homenagem”, considerou. Eugênio Juraszek, também autor do projeto de lei enalteceu que quando veio de Irineópolis, acompanhou a criação de porcos que a família Menegotti tinha. “Guilherme descobriu que eu era açougueiro e chamou para ajudar. Quando jovem frequentei bastante a casa do Ademar e do Guilherme Menegotti e com eles trabalhava fazendo linguiça e morcilha. Conte essa passagem para dizer que é um orgulho ver esta família crescendo e auxiliando no desenvolvimento de Jaraguá do Sul. Tenho um carinho grande por eles”, encerrou. A matéria recebeu 10 votos favoráveis.