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PRESIDENTE DA CÂMARA QUER QUE PRESIDENTE DO DEM APRESENTE PROVAS DE SUAS CALÚNIAS À JUSTIÇA

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Mais uma vez, a presidente da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul, Natália Lúcia Petry (PSB), chocada com o desrespeito manifestado à Casa e a ela na condição de presidente de um dos três poderes pelo ex-vereador, ex-presidente da Casa, ex-presidente da Fesporte e atual presidente do partido Democratas (DEM), por meio de declarações sem provas que ele tenta plantar na imprensa, subiu novamente na tribuna na sessão da terça-feira para esclarecer mais algumas declarações que classificou como “calúnias”, exigindo que o mesmo apresente provas do que diz e não fique apenas soltando palavras ao vento.
A presidente espera que esta seja a última vez que precise tocar neste assunto tão desgastante que se tornaram as sistemáticas agressões ao Legislativo feitas por alguém que, na opinião da maioria dos vereadores, deveria honrar a Casa do Povo e seus legítimos representantes. O fez porque quer evitar a lógica do “quem cala consente”.
“Não tenho hábito de falar inverdades. Pretendo de uma vez por todas esclarecer que o que está acontecendo não é briga pessoal de Natália com o Cacá (Carione Pavanello, quem a vereadora não queria mais nem citar o nome). Mas esta Casa de Leis precisa ser respeitada sim”, destacou a vereadora, anunciando que vai cobrar provas de todas as acusações, que classificou como “sórdidas, levianas e bobas”, que ela e os vereadores vêm sofrendo.
“O ônus da prova cabe a quem acusa. Não está na hora de serem entregues as provas?”, convocou a vereadora, em especial para os veículos de imprensa que publicaram as acusações sem terem documentos que comprovassem sua veracidade, lembrando o dano que se provoca a multiplicação da calúnia. Apelou para que a imprensa cobre que as provas sejam apresentadas, bem como informou que conversou com o promotor da moralidade pública, que deve acionar a Justiça para que o acusador apresente as provas.
“Não é de hoje que ele ameaça com bombas que recairiam sobre os vereadores, mas eles não nos silenciaram”, enfatizou Natália, que disse ter ficado preocupada com a imagem negativa dos políticos que fatos como estes trazem, além de ter recebido ligações de dezenas de cidadãos para lamentarem a atitude antiética da pessoa que acusa sem provar. “Não é briga pessoal”, reforçou.
Acusada de superfaturar a obra de revitalização do Centro Histórico, a presidente disse que considera este projeto, junto com a Arena Jaraguá, uma das obras mais grandiosas promovidas na cidade nos últimos anos, que ele teve a oportunidade de promover em sua gestão a frente da Fundação Cultural de Jaraguá do Sul em um espaço degradado há mais de 20 anos. “O projeto estava parado desde 98, em menos de um ano e meio aprovamos o projeto e captamos recursos pela Lei Rouanet, tendo parceiros grandes empresas locais. Empresas incentivadoras que tinham representantes ativos na comissão de construção, entre elas Weg, Zanotti, Trapp e muitas outras. Então, a acusação de superfaturamento ofende a todas estas pessoas de bem”.

[b]LÍDER DO GOVERNO RECEBE PRESTAÇÃO DE CONTAS[/b]

Ela fez questão de entregar ao líder do governo, Ademar Possamai, do mesmo partido do acusador, uma prestação de contas detalhada dos investimentos no Centro Histórico, bem como o cronograma de trabalho desenvolvido. Natália ficou mais espantada ainda pelo desconhecimento do acusador, que ignorando que trata-se de uma criteriosa obra de restauração e recuperação de um patrimônio histórico fez declarações dizendo que foi usado material “velho”.
Natália deu razão ao seu acusador em um momento. Ela disse que Cacá Pavanello está certo quando diz que ela não estava na escola Erich Blosfeld, em que deveria dar aulas. “Eu não poderia estar na escola mesmo, pois existe uma portaria de 2008, que me cede para trabalhar na Fundação Cultural”. A cópia de tal portaria também foi entregue a Possamai.
A presidente da Câmara também explicou a demissão de um assessor parlamentar, que Cacá disse ter acontecido porque era um amigo dele. Segundo ela, o assessor é uma nomeação e prerrogativa do vereador. Neste caso específico do vereador Jaime Negherbon (PMDB). Ela recordou que desde o ano passado já tinha um portaria pronta de exoneração do assessori, mas “por piedade”, o vereador retrocedeu e o manteve por mais alguns meses. Jaime reforçou que esta decisão é mesmo responsabilidade do vereador e que o assessor foi demitido por ele.
Em busca de um equilíbrio, Possamai deixou claro que para ele política não é isso. Disse que respeita as pessoas, mas entende que não cabe a ele julgar quem está certo ou errado, e que também respeita o Cacá pela sua liderança. “Nesta questão, tenho dito que entreguem as provas, pois nunca acusei sem provas, e então em respeito às pessoas de bem poderei me manifestar. As pessoas têm o direito de plena defesa em todos os sentidos”.
Decepcionado com a situação reforçou que se manifesta em respeito à sociedade, e que faz política porque gosta e não porque precise. Por fim, disse que gostaria que a Câmara pedisse para que Cacá venha à Câmara e possa falar onde estão os recursos da Fesporte, já que existe um requerimento de sua autoria a ser votado convidando o ex-dirigente esportivo. Este requerimento foi lido na sessão da terça-feira da semana passada, um dia antes de Cacá convocar a imprensa para dizer que a Câmara não iria convidá-lo e deve ir a votação nos próximos dias. Segundo Possamai, é importante a presença de Cacá, porque em algum momento na Câmara alguém teria dito que ele não fez nada na Fesporte, o que poderia ter provocado sua ira.
Também alvo das acusações de Cacá, que acusou em entrevistas seu trabalho de ser alvo de negociatas e que vai acabar em pizza, o vereador Justino da Luz (PT), relator das comissões Especial de Inquérito da Schützenfest e da Processante, precisou voltar à tribuna para reforçar a seriedade do seu trabalho e dos demais vereadores integrantes das comissões (na foto, ele mostra jornal em que a presidente anuncia reação às críticas).
“Quando assumi, em 1º de janeiro de 2009, assumi com os eleitores e as eleitoras e Jaraguá do Sul o compromisso de lutar pela transparência e a legalidade da Casa, e acredito que tem se feito isso. Mas nunca, em nenhum momento, terei o prazer de entregar relatórios com cheiro de pizza”, reforçou Justino.
Ele lamentou a atitude do ex-vereador “que enche seus pulmões para desonrar os vereadores. E Justino sabe bem o que fala, pois o ex-vereador muitas vezes usou a tribuna para chamá-lo de “lombriga”, entre outros impropérios. “Jamais negociei e negociarei. Temos que dar exemplo. Ninguém aqui é criança ou brinca de fazer política. Se estamos à frente de uma relatoria de uma comissão, jamais vamos usar a função de vereador ou trocar obras ou projetos. Com certeza, a bancada do PT seguirá o mesmo passo que a senhora seguirá, destacou Justino a respeito da medida judicial que será encaminhada pelos vereadores para que Cacá prove o que falou. Vai ter que pagar. Chega de brincar e usar de artifícios. Ele que explique o mais de R$ 1 milhão desviado para uma entidade no Sul do Estado, acusação esta denunciada na Assemleia Legislativa. “Chega, temos que dar um basta”, conclamou Justino, apoiado pelo seu colega de bancada Francisco Alves.

[b]A ÍNTEGRA DA MANIFESTAÇÃO DA PRESIDENTE NATÁLIA: [/b]

[i]… Existem quatro coisas que não voltam para trás:
A pedra atirada,
A palavra dita,
A ocasião perdida
e o tempo passado …
Sobre palavras levianamente ditas, nossa comunidade está recebendo um show.
Um show onde o senhor Cacá Pavanello figura como personagem principal, levantando calúnias e dizendo ter denúncias e provas que nunca aparecem. Então, são apenas pedras atiradas. Ocasiões de se fazer o bem perdidas e um tempo desperdiçado.
Prezados vereadores, nenhum de nós aqui está isento dessa difamação. Nem mesmo os vereadores do DEM, pois nossos atos foram rotulados como ineficazes e sem crédito. Pior do que isso acusações de crime foram feitas em alto e bom som. Muitos de nós fomos acusados de vender votos.
Se vereadores vendem votos? Vendem para quem? Com que propósito? Quem lucra com isso?
Parece que o presidente do DEM não percebe que as graves acusações que faz, haverão de serem provadas e que não ficarão no âmbito da discórdia política como tenta ele fazer trazendo novos fatos e mais lixo para os ouvidos e para a leitura da comunidade.
O presidente do DEM desconhece que o ônus da prova é de quem acusa?
Novas e sórdidas acusações foram feitas ontem na imprensa. Todas, leviandades bobas de quem não tem nada de bom ou de produtivo para dizer para a comunidade.
Essa é uma Casa com uma missão constitucional seriíssima. Estamos aqui para fiscalizar, legislar e representar o povo. E ao fazermos isso estamos sendo agredidos de uma forma criminosa por calúnias e denúncias sem provas.
Aqui fica também um alerta a todos os profissionais que nos acompanham das diversas áreas da imprensa: Não está na hora de que sejam entregues as provas? Como ficam nossos espaços de política carregados de denúncias, sem que haja procedimentos relevantes de que o que é dito, possa ser verdadeiro? O quanto de dano se faz quando se multiplica uma calúnia?
A imprensa é de grande importância ao estado democrático e conta com profissionais de coragem, determinação e capacidade. E é baseado neste perfil que eu peço a todos que ajudem para que as provas de tantos crimes sejam apresentadas, assim como estamos solicitando ao promotor público da moralidade que convoque o agente de tanta denúncia para que apresente as provas ou que silencie sua fala leviana.
Respeito e consideração com gente de bem é o que precisamos dar aos cidadãos que nesta semana estão estarrecidos com tantas falas e ameaças de bombas.
Ontem, enquanto o presidente do DEM ligava para jornais e rádios dizendo ter provas, fiquei preocupada com a imagem de todos nós políticos, com tanta ameaça de escândalos e de corrupção… tanta leviandade e tanta bobagem proferida novamente pelo senhor Cacá Pavanello e também pela opinião de tantos que me ligaram para expressar solidariedade e lamentar a atitude antiética e irresponsável de Cacá, que me senti aliviada.
Quero encerrar afirmando que essa não é uma briga entre Natália e Cacá, tampouco é uma ação de oposição ao governo municipal. O que precisa ser apurado a luz da lei e da responsabilidade é se o que o senhor Cacá diz é denúncia ou calúnia?
“Se é denúncia que apresente as provas. Se é calúnia e leviandade, que silencie, pois as pessoas de bem já estão enojadas deste tipo de atitude. Eu simplesmente quero dizer ao senhor Cacá que ele está subestimando a inteligência e ofendendo mais uma vez a todos os vereadores desta casa. Como presidente, tenho mostrado capacidade de manter a legitimidade e a independência do Poder Legislativo, tanto que ele, o senhor Cacá, foi à imprensa fazer esse alvoroço de calúnias pois sente que o Legislativo municipal tem braço forte e independente.”[/i]