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ÁGUA E LAMA INVADEM CASAS NA ILHA DA FIGUEIRA

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O motorista da Companhia de Desenvolvimento de Jaraguá do Sul (Codejas) Paulo Batisti e sua mulher Salvelina levantaram cedo nesta segunda-feira e pegaram no pesado. Aliás, a faxina na casa localizada no alto de um morro, na rua Martin Kochella, no bairro Ilha da Figueira, iniciou ao entardecer de domingo, logo após o grande susto que o casal e os vizinhos levaram quando a parede de um dos quartos arrebentou, pressionada pela força da água, da lama e das pedras que desceram morro abaixo, durante a forte chuva do final da tarde de domingo.
Para se livrar do lodo que tomou conta de sua casa, Batisti teve que fazer um buraco na parede do quarto que fica em frente ao que teve a parede arrebentada, para que a água escoasse. Outro que levou grande susto foi o auxiliar de serviços gerais Leonir Dorner, que mora numa casa que dá fundos para a propriedade dos Batisti. Toda a lama e as pedras que desceram do morro acabaram no seu quintal, destruindo o gramado.
A cena verificada nas casas das famílias Batisti e Dorner se repetia em várias outras ruas do bairro Ilha da Figueira ontem. Várias famílias empunhando enxadas, pás e material de limpeza tentavam se livrar da lama que, se não entrou nas casas, invadiu quintais e ruas.
O vereador Francisco Alves (PT) esteve no domingo mesmo conversando com os moradores da rua Martin Kochella. Ontem, ele convidou o secretário de Obras da Prefeitura, Valdir Bordin, para verificar os estragos no local. Os moradores disseram que os problemas começaram depois que um riacho que existe no alto do morro, uns 500 metros acima, foi canalizado e começou a transbordar a cada chuva forte.
Os moradores reclamam que um empresário dono de terras na região teria feito a tubulação do ribeirão sem autorização. E que como a tubulação usada não era a ideal, ele transborda. O secretário conversou com os moradores e os tranquilizou. Disse que a solução do problema naquela região não é difícil de resolver. “Trocaremos os tubos de 80 cm de diâmetro por tubos de 1,5 metro, que aumentarão a vazão. Também podemos pensar em rebaixar o leito da rua, para evitar que a cada chuva a água passe por cima dela e invada as casas”, observou.
Bordin garantiu aos moradores que as reclamações deles nunca tinham chegado até ele. Também não quis dizer quanto tempo vai levar para fazer a obra, mas garantiu a um grupo de moradores indignados, que diziam que a visita do vereador Francisco Alves, no domingo, foi a primeira que receberam em anos, que os pedidos da população estão sendo atendidos na medida do possível.
Ao ouvir a reclamação do morador Leonir Dorner, de que as pedras que desceram o morro prejudicaram também o acesso a sua casa, que fica numa lateral da Martin Kochella, Bordin pegou uma enxada e tirou todas as pedras grandes do meio da rua, como uma forma de mostrar que este problema não exigia uma solução mais complexa.
O secretário e o vereador Francisco ainda visitaram as ruas Águas Claras, João Sanson e Rodolfo Sanson. Em quase todas elas, o problema, com diferentes níveis de complexidade, é praticamente o mesmo: a falta de tubulação adequada e de bocas-de-lobo para escoamento da água.
Moradores há 25 anos da pavimentada rua Rodolfo Sanson, Milton da Costa Moura e sua mulher Ana disseram que há uns três anos começaram a sofrer com alagamentos no pátio, que no domingo invadiu a casa do filho, que fica nos fundos do quintal. O secretário acredita que naquela rua, a desobstrução das bocas-de lobo da rua que fica nos fundos da casa de Moura solucione o problema.
O secretário Valdir Bordin deve comparecer ainda nesta semana em uma sessão da Câmara para falar sobre o andamento das obras no município. Aos moradores da Figueira ele informou que até 15 de março a Prefeitura havia recebido 1.750 pedidos. Destes, 1.150 haviam sido atendidos.
Nas fotos, Dorner mostra lama em seu quintal, e o secretário Bordin de enxada em punho.