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TRANSPORTE COLETIVO, OS MESMOS PROBLEMAS HÁ 30 ANOS

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No rastro do debate em torno da anunciada demolição do ginásio de esportes para a construção do novo terminal urbano, os vereadores de Jaraguá do Sul aproveitaram a sessão da terça-feira para lembrarem que a Prefeitura continua concedendo aumento de tarifas sem exigir que a empresa Canarinho, que tem direito de monopólio sobre o serviço, cumpra compromissos assinados em contratos e aditivos de contratos.
O vereador Justino da Luz (foto ao lado) voltou a falar sobre a necessidade de a Prefeitura enviar para a Câmara o projeto que regulamenta o Conselho Municipal do Transporte Coletivo dando ao mesmo o estatus de deliberativo. “É órgão paritário, mas é preciso haver a regulamentação porque teremos mais clareza sobre isso”. O compromisso de enviar o projeto até o início de setembro de 2009 foi assumido pelo procurador do município, Volmir Elói, na audiência pública do transporte coletivo, realizada em 12 de agosto de 2009.
O vereador Jaime Negherbon (PMDB) voltou a fazer um antigo apelo: que a Prefeitura cobre da Canarinho mais ônibus circulando na cidade. “Tem abaixo-assinado da administração passada de moradores do bairro São Luis, pedindo a extensão da linha do Jaraguá Esquerdo em direção do Parque Malwee. São mais de 400 famílias que para ter acesso ao transporte têm que a andar quilômetros. Se tiver que citar todas as ruas e bairros que precisam deste serviço vou ficar aqui até amanhã falando”.
Jaime disse que recebeu como resposta de que as linhas não são ampliadas por falta de motorista. Justino estranhou e disse que vários foram recentemente demitidos. Jaime recordou que em 1979 foi cobrador da empresa e constanta que lamentavelmente os ônibus ainda fazem o mesmo trajeto daquela época, sem levar em conta o crescimento da cidade.
O vereador Amarildo Sarti (PV) diz que tem clareza de que a Casa não vai titubear em agir. “Precisamos agir, pois todas estas promessas ficaram de lado e voltaram à baila, precisamos fazer com que Jaraguá do Sul tenha um transporte mais digno”.
Justino também mostrou reportagem de jornal em que usuários reclamam que o serviço prestado é de má qualidade. Diz que a empresa tem que oferecer serviço à altura do valor cobrado. Ele reapresentou o resumo dos contratos com a Canarinho e os termos aditivos em consecutivos contratos com a Prefeitura que a empresa assinou e nunca cumpriu. Mesmo sem ter cumprido ou pagado as multas previstas, o ex-prefeito Moacir Bertoldi atendeu pedido da empresa e concedeu aumento da tarifa no apagar das luzes de seu governo e agora a prefeita Cecília Konell tomou a mesma medida.
O vereador Francisco Valdecir Alves (PT) lamentou que os aumentos sejam realizados por decreto da prefeita, o que inibe a discussão em torno do mesmo. “Vejo que se faz necessário a Câmara estar mais envolvida, se for possível, legalmente, pois este aumento de 11% é três vezes maior que o INPC, que em 12 meses aumentou pouco mais de 4%. Fica delicado nós, como representantes de uma sociedade trabalhadora, sermos mais uma vez taxados de quem não faz nada pela comunidade. Nós questionamos sim. Ainda no ano passado, alguns vereadores foram contrários ao valor diferenciado da passagem para quem comprasse antecipado e pagasse na hora do embarque”.
O vereador ainda lamentou que o projeto da bancada petista, prevendo que os empregos dos cobradores fossem mantidos com a instalação da bilhetagem eletrônica, tenha sido vetado pela prefeita e depois tenha tido o mesmo veto mantido pelos demais colegas. “Os vereadores que votaram têm sua parcela por não quererem exigir. Não podemos fugir da nossa responsabilidade. Esqueceram dos pais de família que necessitam do emprego”, cobrou.