no comments

Escola apresenta projeto premiado “Saúde no Palito”

DSC01285Jean Facchini, professor representante da Escola Municipal Antônio Estanislau Ayroso, apresentou o projeto “Saúde no Palito”, desenvolvido por alunos da instituição, na sessão de ontem, 10. Convidado pelo vereador Eugênio Juraszek, Jean explanou sobre a criação e objetivos do projeto.

O projeto partiu do desejo da escola em incentivar a iniciação científica nos alunos. Segundo Facchini, a iniciação cientifica desenvolve no estudante a capacidade de observação, que se dá principalmente pela verificação dos problemas que aparecem na comunidade. Ela desenvolve também o conhecimento interdisciplinar, a criatividade, oralidade, redação, utilização das tecnologias e a relação entre homem, sociedade e ambiente.

Jean Facchini conta que na escola, para o desenvolvimento desta incitação, é promovida uma feira bianual. “Nela participam alunos desde a pré-escola. No ano de 2012, na última feira tivemos em torno de 60 projetos desenvolvidos”, explica. Dentre os projetos que se destacaram nessa edição da feira está o “Saúde no Palito”. O projeto surgiu da observação de um problema, que era a resistência das crianças em consumir frutas e vegetais. “Tivemos a ideia de produzir picolés a base destas plantas, já que toda criança gosta de picolé”, revela. O objetivo foi proporcionar esse consumo de forma saudável e atraente.  Como resultado, foram elaboradas 10 receitas de picolés. Os picolés, além de deliciosos, são funcionais: um deles atua contra a anemia e outro que age contra a gripe.

O projeto foi desenvolvido pelas estudantes Jeniffer Teske, 14 anos, Gabrielle Demarchi, 13, e Francielly Pinto, 14. Elas foram orientadas pelo professor Jean Facchini durante todas as etapas da iniciativa.

Como reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos alunos, o projeto ganhou algumas premiações. Ele ficou em 1º lugar na feira da escola em 2012, foi convidado para participar da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, Febrace, onde conseguiu o primeiro lugar na categoria “Criatividade”. O projeto também ganhou em primeiro lugar geral na categoria “Ciências da Saúde” na feira Sul-americana que aconteceu em Barcarena no Pará. A iniciativa também está credenciada para participar da feira internacional Expocientec, no Paraguai, em abril de 2014.

“Com pequenos projetos como esse podemos resolver situações que às vezes encontramos dificuldades para encontrar soluções”, avalia. “Fazer com que crianças e adolescentes busquem soluções para problemas da sociedade em que estão inseridos é o grande trunfo da iniciação científica”, completa Facchini.

O professor Jean Facchini acredita que a iniciação científica faz a diferença. “Ela contribui para formar uma geração mais pensante, com percepção diferenciada do mundo e capaz de apresentar soluções que melhorem cada vez mais a vida de todos neste planeta”, finalizou.