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Leutprecht critica ínfima divulgação sobre arquivamento de processo

vereador Jean Carlo Leutprecht (PCdoB)

vereador Jean Carlo Leutprecht (PCdoB)

O vereador Jean Leutprecht comentou na tribuna o arquivamento do processo na Comissão de Ética da Presidência da República contra o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva. Na última segunda–feira, 11, os integrantes da comissão arquivaram por falta de provas a denúncia de suposto esquema de desvio de dinheiro público.

Leutprecht lamentou o fato de a decisão ter merecido espaço editorial restrito na mídia, diferente da ocasião das denúncias, que culminaram com o afastamento do ministro, em outubro passado. “Normalmente as denúncias ocupam páginas de jornal, principalmente quando são contra partidos de esquerda. Agora, quando as coisas começam a vir à tona, nem sempre o espaço é o mesmo”.

Ele disse que situações como esta se repetem nos municípios, especialmente contra vereadores de oposição, “que sentem isto “na pele”. “Geralmente a máquina administrativa tem a imprensa a seu favor. Mas nós precisamos engolir a seco. Não tem como ser diferente. Respeitamos alguns veículos de comunicação que procuram fazer um trabalho sério, mas também não deixaremos de fazer a crítica ”, declarou.

O vereador também lembrou a procedência da denúncia, reproduzindo artigo divulgado na internet, intitulado “as voltas que o mundo dá”. Segundo o texto,
oito meses separam a data em que foi aberto o processo na Comissão de Ética até o dia da absolvição de Orlando Silva. E que, neste período, a verdade vem cada vez mais à tona.

“A revista Veja, que foi a ponta de lança das calúnias contra Orlando e o PCdoB, passou de acusadora a ré. As gravações obtidas pela Polícia Federal provaram que a revista faz parte da máfia comandada pelo bandido Carlinhos Cachoeira, que se encontra preso. O editor da Veja, Policarpo Júnior, agia como funcionário de Cachoeira, que era o verdadeiro editor da revista. Suspeita-se inclusive, que o bandido pode ter plantado nas suas páginas também as mentiras contra Orlando”.

“Outro que trocou de cadeira no tribunal”, continuou o vereador, foi o senador Demóstenes Torres. “Ele era o Paladino da Justiça e hoje está no ostracismo. Talvez não seja cassado porque existe um corporativismo, voto secreto, que sou contra. Mas ele também é membro da quadrilha do Cachoeira”, disse Leutprecht, que concluiu seu pronunciamento pedindo aos órgãos de imprensa “um cuidado maior” quando são feitas as denúncias. “Que antes de apontar situações, condenando por antecipação principalmente a classe política, tenham o cuidado de levantar os dados, escutando as duas partes, para que amanhã ou depois não seja feita uma retratação deste tamanhinho, de um estardalhaço feito antes”.