Na sessão desta segunda-feira (29) na Câmara Municipal de Jaraguá do Sul, o vereador Jonathan Reinke (União) usou a palavra livre para cobrar ações preventivas da Celesc em relação à poda de árvores próximas à rede elétrica. Segundo ele, o tema volta a ganhar importância diante das recentes ocorrências provocadas por fortes ventos na região.
Reinke lembrou que muito se fala sobre desastres naturais, enchentes e formas de prevenção por parte do poder público, mas destacou que os impactos causados por ventos também precisam receber atenção. O parlamentar citou situações registradas no domingo, quando árvores caíram ou interromperam passagens e atingiram fiações elétricas.
“Não falamos apenas de enchentes, mas de questões de ventos que já estão acontecendo e precisam ter atenção. No caso da Celesc, a empresa tem competência e segurança para fazer esse serviço”, afirmou.
O vereador defendeu que a companhia realize podas preventivas, e não a extração de árvores, em locais próximos à fiação elétrica. Segundo ele, esse tipo de trabalho deve ser feito de forma planejada, com aviso prévio aos consumidores e desligamento programado da energia quando necessário.
“Não dá para deixar acontecer, para depois várias unidades consumidoras ficarem sem energia e tentar remediar uma coisa que poderia ser evitada”, disse Reinke.
O parlamentar também lembrou que já havia tratado do assunto na tribuna em 2022 e afirmou que a cobrança precisa ser reiterada. Para ele, cada órgão deve cumprir seu papel para evitar transtornos à população de Jaraguá do Sul.
Durante a discussão, o vereador Almeida (MDB) também se manifestou e criticou a atuação da Celesc no município. Ele afirmou que a companhia continua deixando a desejar no atendimento à comunidade, embora tenha ponderado que as críticas não são direcionadas pessoalmente ao gerente regional, citado por ele como alguém que busca atender as demandas dentro do possível.
Almeida relatou uma conversa com o Samae, segundo a qual determinadas manutenções em vias públicas, especialmente em áreas com erosão próximas a postes, podem levar de dois a três meses para serem atendidas pela Celesc.
“A Celesc não tem prioridade nem para atender os postes que estão caindo, que dirá fazer poda de árvore”, afirmou Almeida.
Reinke afirmou que a sua crítica é ao sistema da companhia, que classificou como engessado e moroso. Ele também citou casos em que obras de pavimentação acabam sendo concluídas com postes ainda no meio da via, devido à demora no processo de realocação.
Segundo o vereador, a retirada ou realocação de postes depende de trâmites com a Celesc ou empresas terceirizadas, o que pode atrasar a conclusão adequada das obras.
“Às vezes demora tantos meses e precisa cumprir o contrato de pavimentação, então se faz a pavimentação e acaba deixando o poste com alguma sinalização prévia. Depois, a Celesc ou a empresa terceirizada faz a retirada. É difícil, é muito moroso”, afirmou.
Reinke encerrou a manifestação reforçando que a cobrança é motivada pela necessidade de soluções mais rápidas para a população.
“A comunidade fica revoltada, nós ficamos revoltados e por isso cobramos nessa tribuna. Não é cobrar por cobrar, é cobrar porque é necessário”, concluiu.