A manutenção de ruas que usam fresa de asfalto é tema de uma moção de apelo aprovada pela Câmara Municipal de Jaraguá do Sul na sessão dessa quarta-feira (21). O pedido, endereçado à Prefeitura e de autoria do vereador Jonathan Reinke (União), também sugere que o Executivo use o material em vias ainda não pavimentadas.
A fresa é o resultado de uma raspagem feita na superfície do asfalto com uma máquina específica. A fresagem – nome do procedimento – é realizado para retirar a parte desgastada do asfalto para que uma nova camada seja aplicada. O resíduo resultante pode então ser utilizado em áreas que não possuem pavimentação asfáltica.
No documento, Reinke aponta que o material é reutilizável e “de grande importância para a conservação das vias, permitindo melhor aproveitamento dos recursos públicos”. Em Jaraguá do Sul, há vias que utilizam esse tipo de aplicação, mas que, segundo o parlamentar, precisam de manutenção urgente devido ao desgaste e das condições de uso das vias.

Em entrevista à TV Câmara Jaraguá, o parlamentar explicou a utilidade e a forma de utilização do material.
“Entendeu-se que é um material realmente que possa ser utilizado e melhor do que inclusive o macadame. Então, foram feitas em algumas ruas a sua manutenção com a fresa de asfalto e depois, dali em diante, as manutenções só poderiam ocorrer com a própria fresa, porque se você joga macadame em cima da fresa, você perde o material que tem embaixo”, afirmou.
Para ele, a manutenção de vias oferece uma quantidade maior de fresa; o que facilita a utilização do resíduo nas manutenções solicitadas. “Agora, com obras de recapeamento que estão acontecendo na Walter Marquardt, que vão acontecer na Berta Weege, na Waldemar Grubba, esse material novamente está à disposição do Executivo. E a moção de apelo é para que seja feita com urgência a manutenção dessas ruas”, cobrou.
Reinke ainda sugeriu mudanças estruturais permanentes para ruas que aguardam pavimentação. “A comunidade também pleiteia um asfalto, um concreto, uma lajota, algum pavimento. Mas enquanto não acontece, no mínimo a gente cobra ao Executivo que aconteça a manutenção adequada”, argumentou.