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AUMENTO DA EXPECTATIVA DE VIDA EXIGE MAIS ATENÇÃO AO IDOSO

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A dignidade, a garantia aos direitos básicos e o respeito a toda a carga histórica e a experiência de vida que envolvem os idosos foram enfatizados pela vereadora e professora Natália Lúcia Petry (PSB) na sessão ordinária da Câmara de Jaraguá do Sul da última quinta-feira (1º de outubro). No Dia Internacional do Idoso, a vereadora solicitou que a indicação nº 667/2009, de sua autoria, fosse à votação. Na indicação, ela pede que o Município, por meio da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social, Família e Habitação e a Procuradoria Geral, evidencie estudos no sentido de criar, através de lei específica, o Fundo Municipal do Idoso.
A vereadora argumentou que a criação do fundo é um projeto idealizado desde a instalação do Conselho Municipal do Idoso. Com a mudança de governo, o projeto ficou estagnado, mas ela defende que o mesmo seja coloca em prática em breve. Para agilizar o processo, ela informou que estuda em seu gabinete a elaboração de uma minuta de projeto sobre o tema, para oferecê-lo como subsídio à prefeita.
No município, são mais de 10 mil idosos com mais de 60 anos que precisam de mais dignidade, saúde, inclusão social e auto-estima, reflete Natália. A vereadora disse ainda que foi informada de que há planos de que um dos hospitais locais ganhe uma ala geriátrica, e que o fundo é importante para a arrecadação e gestão de recursos destinados a este objetivo.
A vereadora, que durante anos coordenou no município programas de atenção e valorização dos idosos, também pretende alertar a população adulta de que o envelhecimento é um processo natural para o qual todos precisam estar preparados. Assim como também defende que se mude a imagem cristalizada que se tem do idoso, de uma figura frágil, isolada socialmente e inativa.
“O futuro parece fazer parte apenas dos planos dos jovens. Mas velho também tem futuro. E precisa cuidar dele. A preocupação com a velhice não pode começar só quando o calendário passa a acumular mais de seis décadas de existência. É preciso se preparar ao longo da vida, desenvolver atividades que garantam o sentido de utilidade, seja na família, no trabalho, na comunidade ou nas relações pessoais”.
Ela também lamenta que a chegada aos 60 anos ou a conquista da aposentadoria sejam marcas nem sempre positivas. “O mercado produtivo não pode estar atrelado à idade. Deve ser ligado ao desempenho e à função laboral. Não se trata de fazer o idoso trabalhar até perder a saúde ou ser explorado. O importante é respeitar sua produtividade”. A vereadora observou que mesmo que o trabalho seja voluntário o retorno é positivo. “O que é inaceitável é ficar parado, esperando a morte chegar”. Para isso, lembra que há várias formas agradáveis de viver esta fase da vida, seja em grupos de idosos, de dança, artesanato, viagens, fazendo caminhadas ou mantendo-se atualizado, por meio de diferentes cursos.
Isso sem falar que a expectativa de vida só aumenta. Os centenários são cada vez mais comuns. E todos precisam rever seus conceitos para enfrentar esta nova realidade. Aí se inclui o foco nos serviços básicos de educação, saúde, habitação e transporte coletivo. Tanto que a própria vereadora Natália, em parceria com o então colega de bancada Jair Pedri, desenvolveu projeto que prevê ampliação das cotas em programas habitacionais para determinados segmentos, incluindo os idosos.

[b]FAIXA ETÁRIA DEVE DOMINAR A SOCIEDADE BRASILEIRA [/b]

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de idosos no mundo chega à marca de 600 milhões. No Brasil, de acordo com o censo do IBGE realizado em 2000, são 14,5 milhões. E em Jaraguá do Sul, de acordo com estimativa do Centro de Referência do Idoso, este número seria de 11 mil. Em uma década, o número de idosos no Brasil cresceu 17% – em 1991 ele correspondia apenas a 7,3% da população. Isso significa que essa faixa etária futuramente deve dominar a sociedade brasileira.
Atualmente, a população brasileira vive, em média, 68 anos, o que significa 2,5 anos a mais do que no início da década de 90. Assim, estima-se que em 2020 a população com mais de 60 anos no País deva chegar a 30 milhões de pessoas (13% do total), e a esperança de vida, a 70,3 anos. Isso é o retrato do que acontece com os países como o Brasil, que está envelhecendo ainda na fase do desenvolvimento. Já os países desenvolvidos tiveram um período maior, cerca de cem anos, para se adaptar.

Jornalista responsável: Rosana Ritta – Registro profissional: SC 491/JP

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