Artigo: Vereador Arlindo Rincos sobre acessibilidade.

DSC06491Na manhã de hoje, 29, o parlamentar participou do ato público por mais acessibilidade. O vereador percorreu de cadeira de rodas o trajeto da avenida Getúlio Vargas até a Praça Ângelo Piazera. A intenção foi sentir na pele quais são as dificuldades enfrentadas pelos cadeirantes em Jaraguá do Sul.  Abaixo artigo onde relata a experiência.
 
Por inclusão, mobilidade e acessibilidade

Aproximadamente 20 mil jaraguaenses apresentam alguma deficiência, segundo dados do último senso realizado pelo IBGE em 2010. Promover a acessibilidade constitui uma condição essencial para o pleno exercício de direitos de cidadania, consagrados na Constituição Federal. No entanto, verificamos que diversas medidas implantadas nesta área não produziram modificações significativas. Há ainda uma grande parte de edifícios, lojas, comércios, repartições e passeios públicos que não satisfazem as condições mínimas de acessibilidade e que colocam limitações aos cidadãos que pretendem utilizar destes espaços.

Para ilustrar, neste pequeno trajeto que percorremos hoje – da avenida Getúlio Vargas até a praça Ângelo Piazera, identificamos inúmeros obstáculos que impedem ou dificultam a circulação, como ausência de rampas de acesso nas calçadas e pisos especiais para facilitar locomoção de deficientes visuais. Também buracos nas calçadas e dificuldade para atravessar a linha férrea.

Uma realidade que precisamos alterar. Estabelecer uma estratégia de desenvolvimento para a cidade e de mobilidade urbana onde o trânsito seguro e humanizado seja o foco principal. Executar o que já está planejado e garantir o direito de cada pessoa de locomover-se de acordo com as suas capacidades individuais, principalmente o direito daqueles que são os mais frágeis na mobilidade urbana.

Considero fundamental discutir o tema, através de uma audiência pública, o qual pretendo invocar a responsabilidade dos agentes públicos para manter as condições de acessibilidade tanto na iniciativa privada, quanto na pública. Nela pretendo abordar a necessidade de se implantar mecanismos fiscalizadores, responsabilizando os diversos agentes envolvidos neste processo. Também sugestionar a criação de instrumentos que possa auxiliar e orientar todos aqueles que, pelas mais diversas razões, tenham de interpretar e aplicar a legislação atual.

É essencial construir uma sociedade sem barreiras. Para isso precisamos adotar medidas para acabar com elas que impedem o acesso das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida ao sistema de transporte coletivo, a prédios e a outros locais públicos. Além disso, ampliar o atendimento nos Centros Especializados em Reabilitação, Centros de Capacitação Profissional para formação de pessoas com deficiência e estimular parcerias com entidades especializadas. Também ampliar as políticas públicas para garantir a unificação e ampliação da rede de serviços destinada à pessoa com deficiência.

Hoje, ao experimentar uma cadeira de rodas, percebi quantas barreiras há no meio em que vivemos. A cidade e seus espaços não precisam ser tão adversos assim, é possível desenhar e equipar sem barreiras e adequar sua utilização grande parte da população sem distinção, com diferenças na mobilidade. Precisamos promover a acessibilidade das lojas, comércios, edifícios, e dos espaços públicos, garantir melhor qualidade de vida para todos os cidadãos, assegurar autonomia, derrubando preconceito e favorecendo práticas de inclusão social. Assim, se por um lado vemos que ainda há muito o que se fazer em nossa cidade, por outro enxergamos o caminho para construirmos uma sociedade mais justa e igualitária.