O presidente da 23ª Subseção da OAB de Jaraguá do Sul, Eduardo Langhinotti Follmann, participou da sessão da Câmara Municipal de Jaraguá do Sul nesta quarta-feira (12) para apresentar aos vereadores a campanha “Se tem pressa, desconfie”, iniciativa voltada à conscientização da população sobre o aumento dos golpes virtuais.
Durante o uso da tribuna, Follmann destacou que a campanha é resultado da união de diferentes entidades e instituições do município. A iniciativa é encampada pela OAB, com apoio da AIGES, CDL e APEV, além do apoio institucional da Câmara de Vereadores, Prefeitura, Procon e Polícia Civil. A ação também conta com apoio financeiro do CCRED e da VMA.
Segundo o presidente da OAB, o trabalho surgiu a partir da preocupação com o crescimento dos golpes registrados em Jaraguá do Sul. Entre as práticas citadas estão o golpe do falso advogado, boletos falsos e criminosos que se passam por centrais bancárias.
“Os golpes virtuais estão em uma crescente bastante grande na nossa cidade”, afirmou Follmann. Ele explicou que os criminosos utilizam técnicas de engenharia social e situações de urgência para pressionar as vítimas a tomar decisões rápidas e realizar pagamentos ou transferências fraudulentas.
A campanha orienta a população a desconfiar de mensagens inesperadas que contenham links, cobranças ou pedidos urgentes. A recomendação é não clicar, não responder e não efetuar pagamentos antes de confirmar a informação diretamente pelos canais oficiais da empresa, banco ou órgão público envolvido.
Follmann também reforçou a importância de verificar o beneficiário antes de realizar qualquer transferência. “Se for fazer qualquer tipo de transferência, pagamento, sempre verifique quem é o beneficiário desses valores”, alertou.
Orientação para vítimas
Além da prevenção, a campanha procura orientar quem já foi vítima de um golpe. O presidente da OAB ressaltou que as pessoas não devem ter vergonha ou medo de comunicar o crime.
A orientação é procurar a Polícia Civil e registrar um boletim de ocorrência, contribuindo para que os responsáveis possam ser identificados e investigados.
Nos casos de transferências realizadas por Pix, Follmann destacou que a primeira providência deve ser entrar em contato com o banco e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED). O procedimento permite que a instituição financeira tente bloquear os valores e possibilitar a devolução do dinheiro à vítima, quando houver condições para isso.
“Se foi vítima de um golpe, procure a Polícia Civil, registre o boletim de ocorrência”, reforçou.
Ao levar a campanha à tribuna da Câmara, a OAB busca ampliar o alcance das orientações e estimular a população a adotar uma postura mais cautelosa diante de mensagens e contatos inesperados.
A principal mensagem da iniciativa resume a recomendação: se alguém estiver tentando fazer você agir com pressa, pare e desconfie.
