Dores musculares fortes, alterações no sono e fadiga: alguns dos sintomas da fibromialgia afetam seriamente a qualidade de vida de seus portadores. Para conscientizar a população sobre os direitos de quem tem essa síndrome, o Fevereiro Roxo é dedicado a sensibilizar a comunidade sobre os direitos dos fibromiálgicos, e a Câmara Municipal de Jaraguá do Sul já aprovou diversas leis que garantem direitos a essa parcela da população.
A sessão da última quinta (19) viu a aprovação do Programa de Atendimento Multidisciplinar para Tratamento de Fibromialgia no município. O objetivo é oferecer tratamento especializado multidisciplinar com médicos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionais e outros profissionais. O texto da matéria também inclui ações de diagnósticos e acompanhamento contínuo, programas de reabilitação com atividades físicas, suporte psicológico e orientação às famílias.
No entanto, essa não é a única legislação discutida no Plenário Victor Bauer que cria mecanismos de inclusão para os fibromiálgicos. Uma lei aprovada em 2018 garante aos portadores prioridade no atendimento de repartições municipais, estabelecimentos bancários e comerciais. A condição deve ser comprovada com laudo médico ou carteira de identificação que pode ser emitida pelo município mediante cadastro.
A matéria também beneficia pessoas idosas, com deficiência física, gestantes, portadores de transtorno do espectro autista (TEA), ostomizadas e pessoas acompanhadas de crianças de colo.
Outro direito assegurado aos fibromiálgicos é o estacionamento em vagas exclusivas para pessoas com deficiência e idosos. A matéria foi aprovada em Plenário em 2021, e a identificação dos beneficiários se dá por meio de cartão expedido pelo Executivo Municipal após comprovação de laudo médico. O procedimento é similar àquele realizado para portadores de deficiência.
O período temático do Fevereiro Roxo também é dedicado à doença de Alzheimer e ao lúpus. A fibromialgia é crônica e apresenta sintomas como:
· Dores no corpo persistentes e por mais de três meses, especialmente em músculos e tendões,
· Sono não reparador,
· Exaustão física,
· Dificuldade de concentração,
· Ansiedade,
· Depressão.
Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), aproximadamente 3% da população brasileira é acometida pela disfunção, sendo que a porcentagem de mulheres nessa proporção varia de 70 a 90%. A fibromialgia não tem cura; o motivo pela qual as pessoas desenvolvem a doença ainda é desconhecido, mas ela possui tratamento multidisciplinar no âmbito do SUS (Sistema Público de Saúde).