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Vereador propõe novas Farmácias Básicas em Jaraguá do Sul

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Uma indicação de autoria do vereador Professor Fernando Alflen (PL) passou pela pauta da sessão desta terça-feira (24) na Câmara Municipal de Jaraguá do Sul. O parlamentar solicita que o Poder Executivo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realize estudos técnicos e adote as providências necessárias para a implantação de novas Farmácias Básicas Municipais.

A proposta prevê a instalação de unidades especialmente nas regiões dos bairros Três Rios do Norte, Ilha da Figueira, Tifa Martins e Santa Luzia, além da ampliação das unidades já existentes, inclusive na região do bairro Nereu Ramos.

Na justificativa, o vereador destaca a importância de ampliar o acesso gratuito a medicamentos essenciais, contribuindo diretamente para a continuidade de tratamentos, a prevenção de agravamentos e a promoção da qualidade de vida da população.

Dados oficiais recentes apontam a elevada demanda pelos serviços de Farmácia Básica no município. Segundo relatório da Prefeitura de Jaraguá do Sul, a Farmácia Básica Central registrou 14.753 atendimentos somente no início de 2026. Somadas às demais unidades do município, o número chega a 23.883 atendimentos em poucos meses, demonstrando a dimensão da procura pelos serviços públicos de dispensação gratuita de medicamentos.

Os números evidenciam que, diante do cenário econômico e dos altos preços praticados na rede privada, muitos cidadãos dependem do SUS para garantir a continuidade de seus tratamentos. Além da entrega dos medicamentos, as equipes técnicas também orientam os usuários quanto ao uso correto, à adesão ao tratamento e à segurança terapêutica, práticas consideradas fundamentais para a efetividade dos cuidados em saúde.

O vereador argumenta que, com o crescimento urbano e a expansão populacional de Jaraguá do Sul, manter apenas as unidades atualmente distribuídas de forma concentrada se mostra insuficiente para atender toda a população. A expansão da rede, segundo ele, permitirá ampliar a cobertura territorial, reduzir filas e o tempo de espera, promover maior equidade no acesso aos serviços, fortalecer a atenção primária e melhorar indicadores de saúde, além de reforçar a função preventiva do SUS ao reduzir complicações de doenças crônicas.

A proposta também segue a lógica da descentralização dos serviços públicos, aproximando a saúde da realidade de cada bairro e possibilitando respostas mais rápidas às demandas da comunidade.

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