Ações preventivas para alagamentos na cidade foram tema da palavra livre na sessão dessa segunda-feira (04) na Câmara Municipal de Jaraguá do Sul. O assunto foi levantado pelo vereador Jonathan Reinke (União), que comentou alertas meteorológicos que apontam para a possibilidade de enchentes na região Sul do Brasil durante esse ano.
O parlamentar pediu uma frente para a elaboração de um plano de ação para catástrofes que poderia envolver a Prefeitura, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Voluntários, entidades da cidade e a comunidade. Ele também reforçou que os munícipes devem notificar a Prefeitura em casos de risco, de forma que as secretarias possam mapear com mais facilidade as áreas mais propensas a desastres e realizar melhorias.
“Avisar, registrar, notificar a Prefeitura sobre isso é dever de nós, representantes, e também dever da comunidade. Compartilho essa responsabilidade com a comunidade também. Tem muitos locais em que o Poder Público não alcança, não sabe da real situação”, declarou Reinke.
Os registros podem ser feitos por meio do aplicativo Jaraguá na Mão, disponível em lojas de aplicativos para smartphones, e pelos canais da ouvidoria da Prefeitura.
Entre as intervenções necessárias, o vereador citou a limpeza de rios, drenagens, desassoreamento e limpeza de valas ao recordar outras ocasiões em que Jaraguá do Sul enfrentou alagamentos. “E eu me coloco dentro dessa situação, pois em 2008, 2011, 2014, passei por uma catástrofe, passei por enchentes na minha residência e sei muito bem como é passar por isso”, comentou.
O vereador Jair Pedri (PSD) repercutiu a fala de Reinke e reforçou a frequência com que as notícias sobre o tema têm sido divulgadas. Ele advertiu sobre o fato de que a estrutura de alguns bairros não comporta o crescimento do município.
“O bairro Nova Brasília tem bocas-de-lobo e tubos de quando naquela localidade, ao redor daquela rua, ainda existia uma casa aqui, outra casa lá, um outro morador a 50 metros, 100 metros. Hoje, na frente daquela boca-de-lobo, tem um prédio de cinco, seis, sete andares, com 20, 30 famílias, que atendia muito bem naquela época, mas que hoje não atende mais”, acentuou.
Pedri ressaltou que, para que a prevenção a enchentes seja otimizada, o orçamento da Defesa Civil deve ter recursos suficientes e não deve ter sua responsabilidade transferida para a Secretaria de Obras. A pasta, segundo o parlamentar, não tem mão-de-obra suficiente para as intervenções necessárias.
“Defesa Civil tem que ter máquina. Defesa Civil tem que ter recurso para fazer obra de contenção. Defesa Civil não pode simplesmente entregar lona para cobrir um barranco. E esse é o entendimento atual”, enfatizou.
Uma moção de apelo de autoria de Pedri, protocolada na Casa, pede um plano de ações de prevenção para alagamentos e a ampliação de apoio para a Defesa Civil. O vereador convidou os pares para que se juntem para dar encaminhamento ao pedido. O documento ainda depende de inclusão na pauta de sessão ordinária para aprovação.