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POLÊMICA CERCA PROJETO QUE DOA TERRENO DE ASSOCIAÇÃO PARA ESTADO

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O vereador Justino Pereira da Luz (PT) pediu, na sessão da última quinta-feira (17), vistas ao projeto de lei número 142/2010, que autoriza a Prefeitura a doar um terreno localizado no bairro Santo Antônio ao governo do Estado. A área de 10 mil metros quadrados será utilizada pelo Estado para a construção de uma escola. A associação de moradores questiona a medida, pois no local há uma área de lazer.
Não seria momento de pedir vistas a projeto algum, argumentou o vereador Justino, dizendo que os projetos são analisados cautelosamente nas comissões e por insistentes vezes pediu a retirada do regime de urgência deste projeto, o que foi negado pelo Executivo. Porém, como o vereador Ademar Winter (PSDB) pediu vistas a três outros projetos que tramitavam em regime de urgência, o que trancou a pauta da sessão e impediu mais uma vez a votação do relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Schützenfest, Justino se antecipou e pediu vistas a este projeto polêmico, para que se possa esclarecer a situação.
O vereador disse que ninguém é contra uma escola, mas contra a maneira autoritária e arbitrária com que a Prefeitura agiu ao desapropriar a área da comunidade. A associação encaminhou aos vereadores um ofício informando seu descontentamento sobre a questão, já que não houve deliberação com os moradores sobre a destinação do terreno. “Vamos até a SDR [Secretaria de Desenvolvimento Regional] para discutir esse projeto, pois é assim que se faz”, ressaltou, destacando que seria importante que a prefeita Cecília Konell participasse deste encontro.
O petista criticou a falta de diálogo com a comunidade quando se pensa em projetos para o município. “Simplesmente, duas ou três pessoas iluminadas foram lá e disseram: aqui vai ser feita uma escola”, ironizou. O vereador disse que desta forma se corre sempre o risco de tomar uma decisão errada e tornar mais precário algo que já é deficitário.
O líder de governo, vereador Ademar Possamai (DEM), explicou que a decisão foi tomada às pressas pela falta de áreas públicas com o tamanho necessário (no mínimo 10 mil metros quadrados) para a construção da escola na localidade. Ele disse que a resposta para o governo do Estado tinha de ser rápida, pois “o município poderia perder a construção dessa escola”. E comentou que a área poderia ser modificada posteriormente, fazendo com que a área de lazer fosse mantida.

[b]FIAMONCINI EXPLICA MOTIVO DE DECEPÇÃO DOS MORADORES[/b]

“Não somos contra a construção da escola. Nós somos contra o local que foi escolhido para a instalação”, reforçou o presidente da Associação de Moradores do Bairro Santo Antônio, João Fiamoncini, que explica que a localidade já tem duas escolas estaduais, que, segundo ele, já suprem totalmente a necessidade da comunidade.
Para ele, há a necessidade da construção de mais escolas, dado o rápido crescimento demográfico que a região tem. Mas a área de lazer existente no local é mais necessária para a comunidade. “Fizemos um senso para saber as necessidades da comunidade. Visitamos 550 famílias e 479 são contra a retirada da área de lazer para se fazer a escola”, ressalta Fiamoncini.
A associação está se mobilizando para a construção de um centro comunitário, estrutura que dará mais opções de lazer para os moradores da comunidade, principalmente para as crianças. “Já temos dois galpões construídos e há o plano da construção de um campo de grama, pois não há uma escolinha de futebol no bairro e as crianças têm de treinar em Nereu Ramos”, explica.
Para Fiamoncini, o recente anúncio do asfaltamento do corredor de ônibus no bairro é um grande avanço para a comunidade, pois melhora a infraestrutura do local. Ele lamenta que o lazer é deficitário no bairro, tanto que a questão se tornou primordial para os moradores. Ele acredita que a Prefeitura deve aliar a melhoria da educação em conjunto com o lazer.

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