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Palavra livre

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Natália comenta greve dos professores estaduais

Nesta segunda-feira, 23, os professores da rede estadual de ensino de Santa Catarina aderiram novamente à greve, reivindicando melhores condições de trabalho. A greve desencadeou devido à assembleia geral do Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) para votar o reajuste salarial do governo, que resultou na decisão da paralisação por tempo indeterminado.

A vereadora Natália Lúcia Petry fez menção à greve na palavra livre. Ela fez um apelo pedindo ao governo do Estado e as demais autoridades envolvidas, que recebam e façam uma reunião com os trabalhadores em greve. “Fico muito triste quando ouço as autoridades estaduais dizerem que não vão receber o comando de greve, ameaçando os professores com retaliações e consequências”. Ela citou o ranking dos profissionais mais bem remunerados e afirmou que o professor está abaixo de qualquer outra profissão com nível superior.

A vereadora apresentou alguns dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Mec (Ministério da Educação). Segundo ela, mais de 60 milhões de brasileiros não possuem o Ensino Médio, não concluído até o ano passado e com idade de estarem na escola. “Diante desses dados, é possível imaginar o que isso significa para as pessoas e para o Brasil como um todo: menores e piores oportunidades de emprego, falta de mão de obra qualificada, má qualidade de vida e aí por diante. Na realidade o número é maior, pois não foram contabilizados os analfabetos, que somam cerca de 15 milhões, e os considerados analfabetos funcionais com menos de três anos de estudo, que representam outros 15 milhões”, apontou.

Natália lembrou que antigamente, o professor era uma figura respeitada na comunidade, estava abaixo apenas do padre. Atualmente, os professores não contam mais com o apoio dos pais, que muitas vezes, acabam agredindo o profissional. “Não havendo política de valorização do magistério, acreditamos que ainda vamos ver muitas crianças sem professor”. A vereadora disse que é preciso que se procure resolver a situação, com diálogo para se chegar a um consenso. “Em nome destes que estão lutando e pelos demais, peço ao secretário estadual e a Gerei, para que se unam para atender o comando de greve, que pelo segundo ano está sendo bastante desgastante para os catarinenses”.

Vereadores se manifestam sobre o INSS

vereador José Osório de Ávila (PSD)
vereador José Osório de Ávila (PSD)

O líder de governo, José Osório de Ávila comentou na tribuna sobre uma matéria veiculada na imprensa local, sobre o INSS. O texto dizia que nesta segunda-feira, 23, a Câmara de Vereadores de Corupá realizou uma audiência pública para tratar deste tema e contou com a participação de um representante do órgão e da comunidade. “É lamentável ter que vir nesta tribuna pedir para que o INSS venha a esta Casa. Quando vi a notícia fiquei indignado”, disse.

Natália Lúcia Petry afirmou que chega a conclusão que único motivo pelo qual o órgão não atendeu ao pedido da Câmara Municipal é não ter coragem de comparecer ao plenário. “O INSS tem que prestar contas, não tem outra razão pela omissão. Didaticamente nossos apelos serviram”. Ela disse que se o tratamento de alguns peritos persistirem, irá acompanhar os munícipes para registrarem um boletim de ocorrência, por conta do mal atendimento. “Tudo isso só prova que o nosso INSS não é transparente e falta esclarecimento dos problemas que vem ocorrendo”.

Francisco Alves complementou dizendo que falta a interferência do Ministério da Saúde nesta questão. “Alguém tem que ter a mão de ferro. Independente do partido a qual pertença. Assim como aconteceu com o Ministério do Trabalho, temos que brigar até o final para que esta situação seja resolvida”, observou.

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